quarta-feira, 12 de maio de 2010

Saudade de um futuro, aonde é frio e eu deito atrás de você no sofá e nos cobrimos com um edredom enquanto assistimos qualquer coisa na tv. Num outro dia o shampoo acaba, e você trás o novo que estava guardado na prateleira, lá atrás, na área, sorte que você me lembrou no dia que nós fizemos as compras. De noite, nós dormimos na mesma cama, afastados, não sei porque mas a gente gosta assim. Quando eu acordo com o gato pulando encima de nós, estamos embolados juntos. Quando temos tempo livre, a gente fica em silêncio igual fazíamos antigamente no telefone, só que agora cara a cara e por muitos minutos. Você ainda fecha os olhos do mesmo jeito que fechava antes de ir embora pela primeira vez, como se doesse perder um segundo da nossa realidade, como se tivesse urgência em abri-los novamente para constatar que era real, tangível. Eu não ouso piscar, é claro, se você tem medo de fechá-los, eu tenho pavor. Quando a gente acorda, antes mesmo de escovar os dentes, eu te dou aquele beijo que você gosta, devagar sabe ? Você disse uma vez, eu lembro, que parecia transfusão de sentimento, eu achei engraçado, era verdade.
Saudade do nosso futuro, saudade.

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