quarta-feira, 26 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Fantasiar é melhor do que viver, a imaginação é muito mais detalhada do que a realidade. Viver é uma eterna decepção, consigo e com os outros, mas não deixa de ser uma aventura na qual vale a pena entrar.
Não existe uma formula mágica para não se criar expectativas em relação as pessoas, TODO MUNDO cria, e todo mundo se decepciona, o que te diferencia de quem fala essa besteirada toda é que provavelmente eles já estão tão imersos na decepção que ela cegou o senso de expectativa deles.
Vale mais a pena sangrar pra ter a prova que existe um liquido vermelho que flui debaixo da sua pele do que morrer se perguntando de que cor ele seria.
Não existe uma formula mágica para não se criar expectativas em relação as pessoas, TODO MUNDO cria, e todo mundo se decepciona, o que te diferencia de quem fala essa besteirada toda é que provavelmente eles já estão tão imersos na decepção que ela cegou o senso de expectativa deles.
Vale mais a pena sangrar pra ter a prova que existe um liquido vermelho que flui debaixo da sua pele do que morrer se perguntando de que cor ele seria.
sábado, 15 de maio de 2010
Doeu, você foi embora.
Doeu, você quebrou todas as promessas que nós fizemos, você se lembra ? Eu me lembro muito bem, deitados no seu quarto no escuro, eu conseguia ver alguns detalhes do seu rosto por causa da luz do abajur. Você não disse nada, só me prometeu com os olhos. Sempre que você olhava pra mim daquele jeito eu sabia que eu podia me sentir segura, se fosse possível traduzir acho que seria algo como: "Eu vejo dentro da sua alma, e eu compartilho de todos os sentimentos que existem aí dentro."
Mas você foi embora. Hoje fazem aproximadamente 8 meses, pra ser mais exata 223 dias. Há 223 dias atrás você me disse que era melhor eu ir embora, disse que ia me deixar, que precisava de tempo, que voltava quando se entendesse, se encontrasse.
Você não voltou. Você até ligou, mas você não voltou.
Você ligou dizendo que sentia a minha falta, que seria bom se eu estivesse com você, depois disse que ia desligar, que não devia ter feito isso. Eu entendi, na verdade não. Eu não entendi, nunca entendi, não entendi porque pra se encontrar você precisava fazer eu me perder, antes nunca tivesse me achado, antes eu continuasse vagando pelo escuro procurando por uma vela, um sinal, do que ter sido cegada pela tua luz, a luz do teu sol, e agora estar condenada a vagar tateando os cantos em busca de direção. Com o tempo, dizem, a gente se acostuma com a cegueira, os outros sentidos ficam mais aguçados, ou então a gente se acostuma com a escuridão, depende do quão otimista se é, no final das contas não faz muita diferença, a gente tá é perdido.
Esses dias, caminhando, pra ser mais exata voltando do trabalho, reparei num abacateiro que tem na minha rua, bem no início, nunca tinha olhado direito pra ele, mas percebi que todas as suas folhas estavam secas, naquele tom de marrom sabe ? Enquanto eu continuei caminhando vi uma de suas folhas cair, acompanhei sua luta contra a gravidade, em uma fração de segundos e com uma ajudinha do vento, pronto, estava no chão. Varios meses depois, mais uma vez, reparei no abacateiro que continuava lá no inicio da minha rua, e o vi vistoso, com formosas folhas verdes, e pequenos brotinhos de abacate que daqui a algum tempo estariam prontos para serem colhidos. Chegando em casa, ainda pensando em você, pensei também no abacateiro, como eu queria te contar o quanto era interessante reparar nas mudanças de estação, que o ser humano não repara mais nessas coisas bonitas da vida, e quando a gente passasse por ele eu ia fazer você parar e olhá-lo com atenção, você ia concordar comigo, mas você não me ligou mais, tive que pensar sozinha.
Pensei.
Nada nessa vida acontece a toa sabe, meu amor ? Pensando no abacateiro do inicio da rua reparei que eu tinha mais em comum com ele do que eu pensava. Eu era uma árvore, você era apenas mais uma das minhas folhas, uma das fracas que não aguentou o peso da gravidade e foi ao chão. Eu não reparei em como o nosso amor foi do verde ao marrom, eu só via a tua graça, a tua beleza, a canção que tu era pra mim. Tu caiu, se foi, e não voltas mais. Mas eu continuo aqui de pé, por mais envergada que esteja ainda hei de florescer de novo, novas folhas verdes brotarão, e o vento vai te levar. E eu permanecerei.
Adeus, nunca vou te esquecer.
Doeu, você quebrou todas as promessas que nós fizemos, você se lembra ? Eu me lembro muito bem, deitados no seu quarto no escuro, eu conseguia ver alguns detalhes do seu rosto por causa da luz do abajur. Você não disse nada, só me prometeu com os olhos. Sempre que você olhava pra mim daquele jeito eu sabia que eu podia me sentir segura, se fosse possível traduzir acho que seria algo como: "Eu vejo dentro da sua alma, e eu compartilho de todos os sentimentos que existem aí dentro."
Mas você foi embora. Hoje fazem aproximadamente 8 meses, pra ser mais exata 223 dias. Há 223 dias atrás você me disse que era melhor eu ir embora, disse que ia me deixar, que precisava de tempo, que voltava quando se entendesse, se encontrasse.
Você não voltou. Você até ligou, mas você não voltou.
Você ligou dizendo que sentia a minha falta, que seria bom se eu estivesse com você, depois disse que ia desligar, que não devia ter feito isso. Eu entendi, na verdade não. Eu não entendi, nunca entendi, não entendi porque pra se encontrar você precisava fazer eu me perder, antes nunca tivesse me achado, antes eu continuasse vagando pelo escuro procurando por uma vela, um sinal, do que ter sido cegada pela tua luz, a luz do teu sol, e agora estar condenada a vagar tateando os cantos em busca de direção. Com o tempo, dizem, a gente se acostuma com a cegueira, os outros sentidos ficam mais aguçados, ou então a gente se acostuma com a escuridão, depende do quão otimista se é, no final das contas não faz muita diferença, a gente tá é perdido.
Esses dias, caminhando, pra ser mais exata voltando do trabalho, reparei num abacateiro que tem na minha rua, bem no início, nunca tinha olhado direito pra ele, mas percebi que todas as suas folhas estavam secas, naquele tom de marrom sabe ? Enquanto eu continuei caminhando vi uma de suas folhas cair, acompanhei sua luta contra a gravidade, em uma fração de segundos e com uma ajudinha do vento, pronto, estava no chão. Varios meses depois, mais uma vez, reparei no abacateiro que continuava lá no inicio da minha rua, e o vi vistoso, com formosas folhas verdes, e pequenos brotinhos de abacate que daqui a algum tempo estariam prontos para serem colhidos. Chegando em casa, ainda pensando em você, pensei também no abacateiro, como eu queria te contar o quanto era interessante reparar nas mudanças de estação, que o ser humano não repara mais nessas coisas bonitas da vida, e quando a gente passasse por ele eu ia fazer você parar e olhá-lo com atenção, você ia concordar comigo, mas você não me ligou mais, tive que pensar sozinha.
Pensei.
Nada nessa vida acontece a toa sabe, meu amor ? Pensando no abacateiro do inicio da rua reparei que eu tinha mais em comum com ele do que eu pensava. Eu era uma árvore, você era apenas mais uma das minhas folhas, uma das fracas que não aguentou o peso da gravidade e foi ao chão. Eu não reparei em como o nosso amor foi do verde ao marrom, eu só via a tua graça, a tua beleza, a canção que tu era pra mim. Tu caiu, se foi, e não voltas mais. Mas eu continuo aqui de pé, por mais envergada que esteja ainda hei de florescer de novo, novas folhas verdes brotarão, e o vento vai te levar. E eu permanecerei.
Adeus, nunca vou te esquecer.
Dizem que o diabo está nos detalhes,
A primeira coisa que a gente nota são aqueles olhos, meu deus ! Eles são de um castanho que ninguém mais tem, parece mentira não é ? Mas eu juro ! Brilha de um jeito que a gente pode até se ver neles, e são tão pequenininhos, quando sorri a gente nem os vê perdidos naquela 'belezura' toda. Depois vem a boca, aqueles dois risquinhos no lábio inferior, bem no meio, que dão o toque final. Não, não ! Minto. O toque final mesmo é aquela pinta bem pequena a direita, bem do ladinho da boca, que coisa mais linda de se ver é aquele sorriso. Falando em pintas, tem umas perto das boxexas, bem embaixo dos olhos, são feito sardinhas, lindas, que se espalham e se agrupam de acordo com a sua expressão, eu as amo, você sabe. E as orelhinhas ? Bem pequenininhas, no seu devido lugar, falando nelas me recordei da pequena cicatriz perto do lóbulo da orelha direita, eu fui a primeira pessoa que a enxergou, eu lembro que você não sabia da existência dela. Tem também o cabelo bonito, todo enroladinho em formosos cachos que descem até o ombro, eu adorava desfazê-los, e como você brigava comigo por isso, haha ! As sobrancelhas, ah, essas viviam saltitando fazendo brotar no seu rosto as mais diversas expressões, a que eu mais conhecia era aquela de descontentamento, aonde a sobrancelha direita se elevava, te deixava com um ar de impaciência, era divertido. Mas o mais gostoso de se ver era o conjunto da obra, todas as peças trabalhando em perfeita harmonia. Como era bom encontrar com você, eu sempre me recordo daquele seu suspiro inicial quando eu abria a porta, será que eram as borboletas ou era só cansaço ?
Dizem que o Diabo está nos detalhes,
mas só Deus se encontra na perfeição.
Dizem que o Diabo está nos detalhes,
mas só Deus se encontra na perfeição.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Sabe quando dizem que os nossos pensamentos voam e vão pra outro lugar, em outra pessoa ? Você lembrou de mim todas as vezes que eu passeei em pensamento do teu lado ? Com quem será que você está? Quem será que tá te vendo aí longe demais de mim ? Quem tá te fazendo sorrir enquanto eu te escuto no telefone...?
É na dor, no sofrimento que eu me sinto mais a vontade. É na agonia dessa nossa distância que eu te tenho mais perto. Vou te ligar, te dizer todas as coisas que eu quero viver daqui a alguns meses, tu vais dizer que sim ? Eu ainda tenho medo.
- Alô
- Oi,
- Tenho que desligar.
E eu nem disse que eu te amava, fica pra próxima, não é nada urgente.
- Alô
- Oi,
- Tenho que desligar.
E eu nem disse que eu te amava, fica pra próxima, não é nada urgente.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Porque as pessoas dizem "tudo bem ?". Ninguém se importa de verdade.
- Oi, tudo bom ?
- Opa, tudo.
E se ao invés de 'tudo' dissessem: - 'Não, meu pai morreu'.
O que você faria ? Diria, 'que pena' ?
Ninguém se importa, nem eu, pra falar a verdade.
Educação por educação é tão... Inútil. Inútil mesmo, sem utilidade.
- Oi, tudo bem ?
- Sim, ótimo, tirei notas boas nos exames esse mês, comecei a namorar, estamos muito bem, parece que até o fim da semana eu vou receber uma proposta de estágio remunerado, e você ?
- Meu pai morreu.
- Que pena.
- Oi, tudo bom ?
- Opa, tudo.
E se ao invés de 'tudo' dissessem: - 'Não, meu pai morreu'.
O que você faria ? Diria, 'que pena' ?
Ninguém se importa, nem eu, pra falar a verdade.
Educação por educação é tão... Inútil. Inútil mesmo, sem utilidade.
- Oi, tudo bem ?
- Sim, ótimo, tirei notas boas nos exames esse mês, comecei a namorar, estamos muito bem, parece que até o fim da semana eu vou receber uma proposta de estágio remunerado, e você ?
- Meu pai morreu.
- Que pena.
Saudade de um futuro, aonde é frio e eu deito atrás de você no sofá e nos cobrimos com um edredom enquanto assistimos qualquer coisa na tv. Num outro dia o shampoo acaba, e você trás o novo que estava guardado na prateleira, lá atrás, na área, sorte que você me lembrou no dia que nós fizemos as compras. De noite, nós dormimos na mesma cama, afastados, não sei porque mas a gente gosta assim. Quando eu acordo com o gato pulando encima de nós, estamos embolados juntos. Quando temos tempo livre, a gente fica em silêncio igual fazíamos antigamente no telefone, só que agora cara a cara e por muitos minutos. Você ainda fecha os olhos do mesmo jeito que fechava antes de ir embora pela primeira vez, como se doesse perder um segundo da nossa realidade, como se tivesse urgência em abri-los novamente para constatar que era real, tangível. Eu não ouso piscar, é claro, se você tem medo de fechá-los, eu tenho pavor. Quando a gente acorda, antes mesmo de escovar os dentes, eu te dou aquele beijo que você gosta, devagar sabe ? Você disse uma vez, eu lembro, que parecia transfusão de sentimento, eu achei engraçado, era verdade.
Saudade do nosso futuro, saudade.
Saudade do nosso futuro, saudade.
Vou fumar. Abri o maço, selecionei um dos bastões brancos, introduzi entre os meus lábios, apertei-o, direcionei minha mao esquerda ao isqueiro, levantei a tampa, apertei o botão, encaminhei até a ponta do cigarro, inspirei. Segurei o cigarro entre o dedo indicador e o médio da mão esquerda, o levei para longe da boca, expirei, repeti o ato algumas vezes.
Prendi o que restou do bastão entre a unha do dedo indicador e o polegar, pressionei, o bastão foi parar longe. Repeti todas as ações descritas acima.
Tu continua não estando aqui.
Prendi o que restou do bastão entre a unha do dedo indicador e o polegar, pressionei, o bastão foi parar longe. Repeti todas as ações descritas acima.
Tu continua não estando aqui.
Tentei explicar uma sensação esquisita.
Fui a lugares e chegando descobri que não gostaria de estar lá. Não sozinho.
Fumei um cigarro por ansiedade, fumei dois, três, um maço.
Desejei uma comida muito gostosa, mas ainda não era isso.
Telefonar ! Telefonei pra alguém, fiquei horas e horas no telefone. Ainda não.
Como eu explico isso ?
Ah, tô com saudade.
Fui a lugares e chegando descobri que não gostaria de estar lá. Não sozinho.
Fumei um cigarro por ansiedade, fumei dois, três, um maço.
Desejei uma comida muito gostosa, mas ainda não era isso.
Telefonar ! Telefonei pra alguém, fiquei horas e horas no telefone. Ainda não.
Como eu explico isso ?
Ah, tô com saudade.
B - Oi...?
A - Oi,
B - Err... Oi.
A - Que foi ?
B - Nada, só queria saber se era você mesmo.
A - Mas é o meu número, quem mais poderia ser ?
B - Não sei, podia ser só ilusão.
A - Eu hein.
B - Odeio quando você fala 'eu hein'
A - Porque ?
B _ Faz parecer que eu sou maluco
A _ Ah ta...
B _ Também odeio quando você diz 'Ah ta'
A _ Aaaah...
B _ Diz alguma coisa...
A _ Mas eu não tenho nada pra falar.
B _ Então eu vou desligar.
A _ Não ! Desliga não.
B _ Ok.
(...)
B _ Oi, né.
A _ Oii
B _ Você é tão 'sei lá'.
A _ Como assim 'sei lá'?
B _ Ah, sei lá. Você leva alguma coisa que eu digo a sério ?
A _ Uhum.
B _ Hum. Porque eu te amo ?
A _ Ué, não sei.
B _ Porque você me ama ?
A _ Ahhhh, um monte de coisas.
B _ Agora eu tenho certeza...
A _ De que ?
B _ Que eu te amo.
A _ É ? Porque ?
B _ Porque eu não tenho a mínima ideia do porque e continuo amando.
A _ Entendi, acho que entendi.
B _ Você não vai falar nada ?
A _ Nada de que ?
B _ Esqueçe.
A _ Ah...
B _ Odeio esse 'Ah...'
A _ Você odeia tudo que eu faço...
B _ É basicamente tudo mesmo.
A _ Hum, eu te amo.
B _ É mesmo ? Porque disse isso agora ?
A _ Porque deu vontade.
B _ Você é tão 'espontânea'
A _ Hum...
(Durante esse "Hum..." de meio segundo pensei nos meses que passaram voando, no seu rosto, no seu sorriso, no seu aparelho, nas suas manias, no seu pé feio, no seu cabelo macio, seu tênis all star...)
B _ Quero casar com você.
A _ Ah, casar não é legal.
B _ Nossa.
A _ Oi ?
B _ Nada.
(...)
A _ Eu bem sei porque eu te amo.
B _ É ?
A _ Porque você me deixa com borboletinhas no estômago quando eu te vejo.
- Eu sabia muito bem porque. Era por isso que eu amava. -
Mas eu respondi:
B _ Hum...
A - Oi,
B - Err... Oi.
A - Que foi ?
B - Nada, só queria saber se era você mesmo.
A - Mas é o meu número, quem mais poderia ser ?
B - Não sei, podia ser só ilusão.
A - Eu hein.
B - Odeio quando você fala 'eu hein'
A - Porque ?
B _ Faz parecer que eu sou maluco
A _ Ah ta...
B _ Também odeio quando você diz 'Ah ta'
A _ Aaaah...
B _ Diz alguma coisa...
A _ Mas eu não tenho nada pra falar.
B _ Então eu vou desligar.
A _ Não ! Desliga não.
B _ Ok.
(...)
B _ Oi, né.
A _ Oii
B _ Você é tão 'sei lá'.
A _ Como assim 'sei lá'?
B _ Ah, sei lá. Você leva alguma coisa que eu digo a sério ?
A _ Uhum.
B _ Hum. Porque eu te amo ?
A _ Ué, não sei.
B _ Porque você me ama ?
A _ Ahhhh, um monte de coisas.
B _ Agora eu tenho certeza...
A _ De que ?
B _ Que eu te amo.
A _ É ? Porque ?
B _ Porque eu não tenho a mínima ideia do porque e continuo amando.
A _ Entendi, acho que entendi.
B _ Você não vai falar nada ?
A _ Nada de que ?
B _ Esqueçe.
A _ Ah...
B _ Odeio esse 'Ah...'
A _ Você odeia tudo que eu faço...
B _ É basicamente tudo mesmo.
A _ Hum, eu te amo.
B _ É mesmo ? Porque disse isso agora ?
A _ Porque deu vontade.
B _ Você é tão 'espontânea'
A _ Hum...
(Durante esse "Hum..." de meio segundo pensei nos meses que passaram voando, no seu rosto, no seu sorriso, no seu aparelho, nas suas manias, no seu pé feio, no seu cabelo macio, seu tênis all star...)
B _ Quero casar com você.
A _ Ah, casar não é legal.
B _ Nossa.
A _ Oi ?
B _ Nada.
(...)
A _ Eu bem sei porque eu te amo.
B _ É ?
A _ Porque você me deixa com borboletinhas no estômago quando eu te vejo.
- Eu sabia muito bem porque. Era por isso que eu amava. -
Mas eu respondi:
B _ Hum...
Eu sei, voce disse que eu tenho que ser paciente, entender, que são apenas férias, já entendi, mas o problema é que eu nao sei como dizer aos meus dedos que eles vao ficar sem o espaço entre os seus. O que eu digo as minhas orelhas quando elas pedirem para ouvir sua voz ? Como eu devo suportar os dias sem um sorriso ? Como eu explico ao seu perfume que ele nao é o o mesmo sem a sua pele ? Como eu vou viver sem as cicatrizes no pescoço ?
Se você pudesse ao menos me dizer o que fazer quando meus pés não encontrarem os seus debaixo dos lençóis.
Eu entendo. Eles não. Eles só entendem "você".
terça-feira, 11 de maio de 2010
O melhor sentimento do mundo, segundo eu: Olhar dentro dos olhos da pessoa amada e conversar em silêncio, deixar as pupilas trocarem confidências, que a íris deixe um segredo escapar para os lábios na forma de um meio sorriso.
A emoção é tão forte que é quase tangível no momento que antecede o toque. Não querer piscar, ouvir o som dos olhos e observar a pureza da voz. Dizer sem medo "eu te amo", transformar esse momento na sua eternidade particular.
A emoção é tão forte que é quase tangível no momento que antecede o toque. Não querer piscar, ouvir o som dos olhos e observar a pureza da voz. Dizer sem medo "eu te amo", transformar esse momento na sua eternidade particular.
Amo você e quero conversar contigo com os olhos te beijar com meus ouvidos, e te ler com a boca.
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